sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Demon's Souls





Demon's Souls é uma bela surpresa da From Software, cuja franquia de maior expressão é a Armored Core (não conhece? batalha com mechs). Assim que foi lançado, muito se falava sobre o jogo: dificuldade violenta, belos gráficos, boa jogabilidade, e tudo mais.

Bom, em tempos onde um bom RPG é quase uma "lenda", Demon's Souls com toda certeza se destaca entre os seus amigos do gênero. Por vários motivos.




A história se passa no reino fictício de Boletaria, onde o Rei Allant XII, por sua ganância, buscou poder e prosperidade "canalizando" almas. Óbvio que ia "dar merda". Tal ação fez com que uma névoa cobrisse o reino e também despertou "O Antigo" (Old One), uma besta que estava adormecida abaixo de Nexus, local onde as almas atormentadas vão parar (algo como um limbo).

Com o despertar do Old One, uma névoa negra se espalhou, junto com vários demônios sedentos pelas almas dos humanidade: aqueles que ficaram sem almas se tornaram violentos e insanos.

Cabe a um herói surgir do nada e acabar com a palhaçada toda.

Bom, a história é essa. Sem mais, nem menos.

Não é uma história digna de oscar de melhor roteiro, mas é uma bela desculpa para o clima "pesado" do jogo.

Óbviamente, a primeira coisa a se fazer é morrer. Ao morrer, você chega em Nexus, onde é recepcionado pela Maiden In Black: a misteriosa patrona do local. Ela que lhe dá a tarefa de viajar por Boletária e se apoderar das Demon's Souls, para obter poder e libertar o reino do caos. 

Sim, é esta "belezura" que lhe dá a função de salvar o mundo

Demon's Souls tem um clima sombrio e pesado. Em Nexus, através dos Archstones, é possível se transportar para uma parte específica do reino de Boletaria. Cada uma destas partes são bem sinistras e diferentes uma das outras.

Gráficamente, o jogo é muito bom. Não digo que é o melhor neste quesito, mas é bonito.

A primeira coisa a se notar é a dificuldade do jogo. Não chega a ser um absurdo, mas sim, o jogo é difícil.

Morrer em Demon's Souls é algo tão normal quanto pegar um anel em jogos do Sonic.

Uma vez ouvi falar que "pra tudo se acostuma", e aqui esta frase existe: chega um momento que a morte, que nos primeiros momentos irá atiçar a sua fúria, nem irá incomodar mais.

Prepare-se para ver esta mensagem várias e várias vezes

Um detalhe é que, ao morrer, você volta desde o início da fase, com todas as suas souls coletadas perdidas. Caso chegue ao local onde morreu, pode pegá-las novamente. Caso morra antes de chegar lá, perdeu tudo.

E essas souls coletadas é a moeda de troca: é possível comprar desde armas até "upar" seu personagem com elas.

Ou seja, perder tudo de bobeira é ESTRESSANTE.

O medo de morrer é frequente, uma sensação que poucos jogos de hoje em dia conseguem passar.

Os chefes são muito bem criados: dragões, demônios e criaturas horrendas. Neste ponto, Demon's Souls é espetacular: muitas vezes o chefe é um bixo gigantesco, tão gigantesco que você chega a se pensar se é possível vencê-lo com suas "bare hands".


Esse é o Dragon God, um dos Archdemons (leia-se chefe)

O fator on-line é interessante: é possível visualizar um "vulto", que são outros jogadores que estão no momento fazendo a mesma coisa que você. Existem várias poças de sangue deixadas por alguem que morreu e, ao clicar, você poderá visualizar os últimos momentos dele.

É possível também "invadir" o mundo de algum outro player como "blue phantom", para ajudar o mesmo a derrotar algum boss, ou como "black phantom" para tentar matá-lo.

Ou seja, existe um elemento on-line, mas não chega a ser uma campanha cooperativa.

E no on-line é possível também deixar mensagens pré-escritas pelo jogo, para que outros players possam ler. As mensagens podem ser recomendadas, e caso alguem faça isso, quem escreveu terá sua barra de energia recuperada.

...

Até que é um recurso engraçado. Inovador, pelo menos.

Não que eu seja um amante dos jogos on-line, mas hoje em dia é um fator importante.

Mensagem deixada por outro player

Mas nem só de coisas boas o jogo está cheio. Um dos maiores problemas de Demon's Souls é a falta de informação presente no jogo.

Um grande exemplo é que existe a tendência de cada mundo (white e black) e tendência de personagem (também white e black). O jogo simplesmente NÃO EXPLICA pra quê servem as mesmas e como fazer para alterá-las.

Não explica também sobre como melhorar as suas armas com as pedras encontradas no jogo.

E também não explica onde encontrar tais pedras. Como que você irá adivinhar que o único inimigo do jogo todo que pode "dropar" a pedra necessária para o upgrade fica em um canto escondido atrás de uma parede falsa de uma fase perdida?

Sem falar nas armas únicas: algumas são realmente bonitas e majestosas, mas provavelmente quem for jogar sem ler nada na Internet vai passar bem longe delas.

Large Sword of Moonlight: uma espada que não será encontrada por ninguém

Então o jogo passa a ser aproveitado somente por quem tem um "wiki" aberto no computador e ficar consultando o mesmo constantemente. Eu particularmente não gosto de jogar desta forma.

A própria história do jogo é um pouco complicada de entender.

Outra coisa totalmente sem sentido são os "bravos guerreiros" encontrados e salvos durante o jogo. A Yuria, por exemplo, está presa por um inimigo tosco, sendo que ela lhe ensina a magia mais poderosa do jogo. E nem dá pra dizer que ela não sabe usar, pois se você for tentar matá-la, ela irá usar. E para salvá-la, é uma mão de obra que sem o auxílio da Internet se torna algo quase impossível de se descobrir.

Triste.

Black Phantom infernizando a vida de alguém

Por fim, o jogo possui dois finais. Não interessa se você vai meter o terror o jogo todo: somente no último segundo é que o desfecho será definido.

Ou seja: suas ações não geram consequências. Algo que não acho que combina com um RPG.

Demon's Souls é mais linear que uma linha reta.

A dificuldade faz com que cada uma das fases seja minuciosamente decorada, a ponto de saber quando e como cada um dos inimigos irá se comportar.

Neste momento, o jogo se torna fácil. Mas não se preocupe (ou se preocupe): esse momento só é alcançado depois de várias e várias horas.

Outra coisa que complica é alguns cenários: é muito irritante morrer por conta de algumas quedas, que as vezes acontece por descuido, outras pela câmera, e outras por bugs.

Esse com certeza vai voltar para Nexus

Demon's Souls não chega a ser um RPG puro ou um hack-and-slasher, mas sim um híbrido muito competente dos dois.

Existem vários tipos de armas diferentes, cada uma com uma posição e forma de atacar. Existem milagres e magias que também podem ser combinados a estratégia de combate.

Os controles funcionam de uma forma geral muito bem, e logo logo você já estará quase um "capoerista" de Boletária: só no gingado para esquivar e matar todo mundo.

Maldito Old King Allant: vai fazer você insultar a mãe de todos os produtores do jogo

No final das contas, Demon's Souls é um jogo com cenários pequenos, mas com muita repetição, tanto pela dificuldade quanto pelo fato de ficar tentando pegar os itens por "drop".

A extensão do tempo de jogo é artificial: acontece por conta da repetição, e não por conta da descoberta de novos cenários.


Pontos Fortes:

Gráficos muito bonitos e bem feitos, tanto dos cenários quanto dos inimigos

"Boss Battles" não chegam a ser épicas, mas são muito boas

Ambiente do jogo sombrio, mantendo o clima pesado e o medo da morte

Dificuldade Elevada

Boa jogabilidade



Pontos Fracos:

Mal documentado: não espere encontrar nada sem a ajuda da Internet

Suas ações nada interferem no final do jogo

A interação on-line é muito limitada

As vezes cai o frame rate, algo que não fica legal em um jogo exclusivo do PS3

"Forever alone": é você contra o mundo. Fim.



Por fim, Demon's Souls é um jogo que vale muito a pena ser jogado. Uma experiência, pelo menos até o momento, única nesta nova geração de consoles: um jogo difícil, com um fator diversão extremamente elevado.


Abraço!

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Disgaea 3



Depois de botar a mão no clássico Final Fantasy Tactics, tomei gosto por RPG's táticos. E apesar do FFT não ter sido o primeiro game do gênero, acredito ser o responsável por trazer este gênero para o ocidente.

Mas ainda assim não são todos os jogos táticos que são bons: alguns são extremamente difíceis, outros são extremamente chatos. E Disgaea sempre passou bem longe disso.

A série Disgaea nasceu em 2003, no falecido PS2, e rapidamente se tornou a franquia de maior sucesso da Nippon Ichi. Quando o primeiro Disgaea foi lançado, chegou a ganhar alguns "prêmios" bizarros como "Best Game No One Played" e também "Best Strategy Game".

Sendo assim, a série foi para frente: sua continuação saiu para PS2, implementando algumas novidades, mas mantendo a mesma fórmula de "sucesso".

Ano vai, ano vem, os dois games foram relançados para PSP, que também recebeu alguns "spin-offs" da série. Eis que finalmente, em 2008, surge Disgaea 3 para PS3.

A pergunta é: será que existe espaço para este gênero nos consoles atuais?



A história se passa na "Academia do Mal" (Evil Academy) onde o Mao, Estudante Honorário da Academia (mesmo sem nunca ter ido a aula), após milhares (literalmente) de horas de pesquisa em jogos de video-game e mangás, decidiu que ele precisa obter "O poder do Herói" para vingar-se do Overlord, que também é seu pai. Tudo isto porque o Overlord acidentalmente quebrou o "SlayStation Portable Video Game" de Mao, custando-lhe quatro milhões de horas de progresso.

Em contrapartida, Almaz, um rapaz "normal" que se auto-intitula de "Herói", vai até a Netherworld para tentar derrotar o Overlord, pois acredita que este está atrás da princesa Sapphire, a quem jurou defender com a vida.

Mao, ao encontrar Almaz, percebe que o mesmo tem um título de "Herói" e decide roubá-lo, além de fazer o pobre rapaz seu escravo. Neste instante, Mao passa a ser um "Hero", e Almaz, "Demon-in-training".

Como seus antecessores, Disgaea 3 mantém o humor, tirando onda com todos os clichês de rpgs que você pode imaginar. A história começa bobinha, mas acaba de tornando sólida o suficiente para valer a pena ser vista.



Graficamente, Disgaea 3 segue poderia tranquilamente rodar em no PS2. Engraçado é que foi este mesmo comentário que Disgaea "1" recebeu quando foi lançado: que poderia rodar tranquilamente no PS1.

Ou seja: o Disgaea 3 mantém a tradição da série ^^

Mas quem foi que disse que só de gráficos um jogo é feito?

Para quem é um velho conhecido da série, algumas mudanças e novidades: a assembléia virou um Homeroom na sala de aula, acredito eu por conta da temática de Academia Estudantil e tudo mais. Mas funciona da mesma forma.



Houve também a inclusão de Evilities, que são habilidades nativas de cada personagem, e que podem ser transferidas através do Class World, uma espécie de Item World dentro de cada personagem (Item World, para quem não conhece, é um mundo dentro de cada item, onde cada fase passada aumenta o nível daquele item).

Há também a inclusão de Magichange, que é a habilidade de transformar um monstro em uma arma para personagens humanos. No início do jogo não parece muito útil, mas posteriormente acaba de tornando um recurso interessante.

Por fim, os Geo blocks (antigos geo panels) sofreram uma modificação: agora é possível arremessá-los (em grupos inclusive), e sempre que um bloco da mesma cor colide, desencadeia a destruição dos mesmos. Isso aumenta muito as estratégias que podem ser criadas com os blocos.


A trilha sonora é bem decente, e (felizmente) existe a opção do áudio dos diálogos em japonês. A dublagem americana é simplesmente horrível (não sei o motivo, mas tudo bem).

Um fato marcante em toda a série Disgaea é a quantidade de coisas que existe para fazer depois de finalizar o jogo. Em Disgaea 3 não é diferente: existe uma infinidade de "extras" que fazem render muito mais horas de gameplay - e que realmente valem a pena.

Mas Disgaea 3 não é todo "um mar de rosas". Algumas vezes, a câmera não colabora e são necessários muitas manobras para conseguir ver determinado bloco, e não raro uma unidade é colocada no lugar errado sem querer.

Outro "problema" são os diálogos com imagens estáticas: quem não está muito acostumado com este tipo de jogo pode desanimar.

Por fim, quem não conhece a série pode se sentir "intimidado" com a infinidade de opções presentes no jogo. Tudo que estava presente em Disgaea 1 foi para o 2, que ainda adicionou novos recursos. E da mesma forma, tudo que existe no Disgaea 2 foi para o 3, que também adicionou novos recursos.


Do mais, Disgaea 3 é um excelente RPG tático e cumpre muito bem o seu papel: cheio de humor, com personagens cativantes e situações que nunca vão existir em nenhuma outra franquia.

É possível também (depois de finalizar o jogo) liberar personagens de Disgaea 1, 2, Phantom Brave e também de alguns outros jogos da Nippon Ichi.

E, como sempre, exige muitas e muitas horas para ver tudo que existe no jogo.

Pontos Fortes:

História engraçada e consistente

Uma infinidade de coisas para fazer depois de finalizar o jogo

Um dos poucos jogos do gênero para PS3

Disgaea (não precisa dizer mais nada)


Pontos Fracos:

Gráficos

Câmera volta e meia complica a vida

Pela quantidade de funcionalidades, pode assustar quem não conhece a franquia


Disgaea 3 é praticamente obrigatório para qualquer fã da série.

Só resta então rezar para que a Nippon Ichi continue lançando jogos pelo ocidente.


Abraço!

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Dead Nation [PSN]



Ultimamente, os zumbis estão na moda. Hoje, uma enxurrada de filmes e até mesmo passeatas de zumbis acontecem por ai. Com tamanha popularidade, chovem também jogos com essa temática. Acredito que os mais notáveis jogo de zumbis são os jogos da série clássica Resident Evil, que eternizou nos consoles tal gênero.

E como explodir a cabeça de zumbis dificilmente perde a graça, outros jogos "alternativos" com zumbis também surgem de vez em quando. É o caso de Dead Nation.

Exclusivo da PSN, Dead Nation foi desenvolvido pela pequena Housemarque Games, que vem desenvolvendo jogos para download via PSN e Xbox Live, como por exemplo Super Stardust HD e Outland.

Como o game está como brinde pelo transtorno que foi causado na PSN, o mesmo sai de graça para todos. Mas será que Dead Nation vale a pena seu precioso tempo?

Zumbis: muitos zumbis!

A história de Dead Nation não poderia ser mais genérica e clássica: mundo pós-apocalíptico, vírus que transformou a humanidade em zumbis e você, na pele de um homem ou mulher imunes ao vírus, deve meter bala em todo mundo.

Bem.... precisa de mais??????

Entre uma fase e outra, cenas explicando o rumo do personagem irão aparecer, mas acredite em mim: você não vai prestar atenção em nada disso.

Ou seja: a história é um ponto fraco e não interessa muito aqui.

Notavelmente, Dead Nation possui excelentes gráficos. Para um jogo via download, normalmente não esperamos muita coisa, mas o pessoal caprichou. Luzes estourando, carros explodindo, sombras, luz e tudo mais combinando, dando um visual sombrio ao jogo. Cenários muito bem feitos.




A câmera é no estilo top-down (vista de cima), eternizada pela competente franquia Diablo da Blizzard, e os controles funcionam bem: um analógico para controlar o personagem e o outro para mirar.

O arsenal de armas é pequeno, mas completo: desde metralhadoras até lança-granadas. É possível efetuar upgrades em todas as armas, e isso torna o arsenal mais dinâmico.

Quanto aos zumbis, estes foram muito bem feitos: palhaços, gordos, policiais, velhinhas e tudo mais. Alguns chegam devagar, outros em uma correria frenética onde você fica alucinadamente tentando matá-lo ou fugir. Tirando o fato de que volta e meia vem uma horda que parece até infinita, e se você der bobeira, irá virar alimento em menos de 5 segundos.

Sério!

Mas isso é o esperado de um jogo de zumbis: que tenham muitos e muitos. Aliás, explodir uns 20 ou 30 zumbis com uma granada ou mina é algo realmente divertido em Dead Nation ^^




O modo cooperativo pode ser jogado com um segundo joystick ou on-line, e funciona de forma razoavelmente boa: os personagens não podem ficar distantes um do outro (a tela não divide), ou seja, se você der bobeira, fica trancado em uma parte porque seu parceiro está do outro lado da tela.

Isso nos remete ao Diablo para PS1, onde ocorria a mesma coisa.

Aliás, o Dead Nation é quase um "Diablo" com armas e zumbis.

...

Caso você esteja jogando Dead Nation conectado na PSN, a cada fase, aparecerá o número de zumbis mortos e isso vai para a contagem geral de seu país. Neste ambiente, você consegue ver o ranking dos países que mais contribuiram para acabar com o vírus maldito.

É um recurso interessante, pois é engraçado ver tal contagem.




Pontos Fortes:

Gráficos, desde os cenários até o zumbis, muito bem feitos

Explodir zumbis

Modo história on line cooperativo

Pontos Fracos:

História sem importância nenhuma ao jogo

Atirar - loot - atirar - loot - atirar - loot - atirar - loot .....






De qualquer forma, Dead Nation é um jogo onde basicamente se anda, atira, mata e recolhe o "loot". Se você procura um game com uma história mais profunda ou puzzles, esqueça. Agora se você quer um game onde o que interessa é meter chumbo grosso na cabeça de zumbis e outras criaturas horrendas, Dead Nation cairá muito bem.

Apesar de eu ser suspeito para falar, pois gosto bastante da temática de zumbis ^^

Té +

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Super Street Fighter 4 Arcade Edition [DLC]




Quando a Capcom lançou Street Fighter 4, foi praticamente um fenômeno. Excelentes gráficos, jogabilidade idêntica aos games anteriores em 2D que fizeram a sua fama e modo on-line viciante. Tanto que seu eterno concorrente (Mortal Kombat) seguiu pelo mesmo caminho.

Tempo vai, tempo vem, a Capcom decide lançar a "nova versão" Super Street Fighter 4, com menus reformulados e novos personagens, alguns estreantes na série, outros resgatados de versões anteriores. E não foi lançado como upgrade, mas sim um jogo completamente novo.

Logo após o povo se "acostumar", la vem a Capcom novamente e lança "Super Street Fighter 4: Arcade Edition", com as opções de comprar o jogo completo ou apenas um upgrade para a versão "Super".

O upgrade sai por $14.99 na PSN ou 1200 Microsoft Points na Live. Mas a pergunta é: será que vale a pena? É o que vamos descobrir.

Agora são 39 lutadores: um número bem agradável.

De todas as novas funcionalidades, a mais expressiva de todas é a adição de 4 novos lutadores, somando um total de 39: Evil Ryu, Oni, Yun e Yang. Os dois primeiros são versões "mistas" de Ryu e Akuma. São bem apelões, com combos agressivos, golpes aprimorados e um belo visual. Os dois últimos são oriundos do quase despercebido SF3, e são basicamente lutadores no estilo "brawler" - pouca magia e muita pancadaria.

Neste ponto então você deve ter em mente que, dos novos personagens, dois são "versões apelativas" de lutadores já presentes no jogo, e os dois restantes são, digamos, desconhecidos por uma grande parte dos players. Claro que está ai uma boa oportunidade para conhecê-los, mas fica a critério de cada um.

Uma outra novidade é (novamente) o balanceamento entre o poder dos personagens. Alguns exemplos são a redução do dano do Cannon Drill Especial da Cammy, aumento do dano do Tiger Uppercut do Sagat, Ultra 1 do Seth pode ser parado com um projétil, Shoryuken com soco fraco do Ken com dano aumentado e tempo de recuperação maior, entre outros.

Evil Ryu vs. Oni

No quesito on-line, temos algumas novidades interessantes, e outras nem tanto.
O sistema de replay foi reestruturado, permitindo seguir players. Outra novidade é o Elite Channel, uma seção especial de replays dos melhores lutadores da rede. É interessante ver as lutas do pessoal "do topo".

Para quem não comprou o DLC, tem uma opção "free update kit", que serve para poder assistir os replays dos novos lutadores.

Um ponto importante é a possibilidade de se jogar on-line com quem não tem o upgrade. Este recurso foi bem pensado, pois não "obriga" você a comprar o upgrade caso não queria e pode continuar jogando on-line com quem já comprou.

Como nestes casos a tendência é sempre a última versão ter mais jogadores, ta ai um ponto que pode agradar quem não pensa em comprar. E quem tem medo desta versão "não vingar", pode comprar sem medo que não vai ficar longe da comunidade atual. Ponto para a Capcom.

A opção de jogar com quem não tem a Arcade Edition é selecionada ao entrar no modo on-line, e neste caso os novos lutadores não poderão ser selecionados.

Conhece este especial?

De qualquer forma, a versão ainda continua sendo um Super Street Fighter 4 com DLCs. Quando saiu o primeiro "variante" de Street Fighter 4, houve a inclusão de dois lutadores estreantes (Juri e Hakan), menus reformulados, inclusão de um novo ultra para cada personagem, entre outros. Desta vez não houve isso, e pelo menos pode ser baixado como DLC, apesar de que, na minha opinião, o preço é salgado.

Pontos Fortes:

Novos personagens que com certeza irão aparecer nas lutas on-line

Replays reformulados e Elite Channel, permitindo ver as lutas dos maiores apelões da história

Possibilidade de jogar on-line com quem não tem o upgrade




Pontos Fracos:

Não adiciona muita coisa para quem já tem a versão Super

Preço salgado



Se você é um player hardcore de SSF4 e joga on-line com frequência, este DLC pode ser uma boa pedida. Para jogadores casuais, pode ser perda de tempo e dinheiro.

Mas não chega a ser um "must have" para ninguém.

Té +