segunda-feira, 20 de junho de 2011

Dead Nation [PSN]



Ultimamente, os zumbis estão na moda. Hoje, uma enxurrada de filmes e até mesmo passeatas de zumbis acontecem por ai. Com tamanha popularidade, chovem também jogos com essa temática. Acredito que os mais notáveis jogo de zumbis são os jogos da série clássica Resident Evil, que eternizou nos consoles tal gênero.

E como explodir a cabeça de zumbis dificilmente perde a graça, outros jogos "alternativos" com zumbis também surgem de vez em quando. É o caso de Dead Nation.

Exclusivo da PSN, Dead Nation foi desenvolvido pela pequena Housemarque Games, que vem desenvolvendo jogos para download via PSN e Xbox Live, como por exemplo Super Stardust HD e Outland.

Como o game está como brinde pelo transtorno que foi causado na PSN, o mesmo sai de graça para todos. Mas será que Dead Nation vale a pena seu precioso tempo?

Zumbis: muitos zumbis!

A história de Dead Nation não poderia ser mais genérica e clássica: mundo pós-apocalíptico, vírus que transformou a humanidade em zumbis e você, na pele de um homem ou mulher imunes ao vírus, deve meter bala em todo mundo.

Bem.... precisa de mais??????

Entre uma fase e outra, cenas explicando o rumo do personagem irão aparecer, mas acredite em mim: você não vai prestar atenção em nada disso.

Ou seja: a história é um ponto fraco e não interessa muito aqui.

Notavelmente, Dead Nation possui excelentes gráficos. Para um jogo via download, normalmente não esperamos muita coisa, mas o pessoal caprichou. Luzes estourando, carros explodindo, sombras, luz e tudo mais combinando, dando um visual sombrio ao jogo. Cenários muito bem feitos.




A câmera é no estilo top-down (vista de cima), eternizada pela competente franquia Diablo da Blizzard, e os controles funcionam bem: um analógico para controlar o personagem e o outro para mirar.

O arsenal de armas é pequeno, mas completo: desde metralhadoras até lança-granadas. É possível efetuar upgrades em todas as armas, e isso torna o arsenal mais dinâmico.

Quanto aos zumbis, estes foram muito bem feitos: palhaços, gordos, policiais, velhinhas e tudo mais. Alguns chegam devagar, outros em uma correria frenética onde você fica alucinadamente tentando matá-lo ou fugir. Tirando o fato de que volta e meia vem uma horda que parece até infinita, e se você der bobeira, irá virar alimento em menos de 5 segundos.

Sério!

Mas isso é o esperado de um jogo de zumbis: que tenham muitos e muitos. Aliás, explodir uns 20 ou 30 zumbis com uma granada ou mina é algo realmente divertido em Dead Nation ^^




O modo cooperativo pode ser jogado com um segundo joystick ou on-line, e funciona de forma razoavelmente boa: os personagens não podem ficar distantes um do outro (a tela não divide), ou seja, se você der bobeira, fica trancado em uma parte porque seu parceiro está do outro lado da tela.

Isso nos remete ao Diablo para PS1, onde ocorria a mesma coisa.

Aliás, o Dead Nation é quase um "Diablo" com armas e zumbis.

...

Caso você esteja jogando Dead Nation conectado na PSN, a cada fase, aparecerá o número de zumbis mortos e isso vai para a contagem geral de seu país. Neste ambiente, você consegue ver o ranking dos países que mais contribuiram para acabar com o vírus maldito.

É um recurso interessante, pois é engraçado ver tal contagem.




Pontos Fortes:

Gráficos, desde os cenários até o zumbis, muito bem feitos

Explodir zumbis

Modo história on line cooperativo

Pontos Fracos:

História sem importância nenhuma ao jogo

Atirar - loot - atirar - loot - atirar - loot - atirar - loot .....






De qualquer forma, Dead Nation é um jogo onde basicamente se anda, atira, mata e recolhe o "loot". Se você procura um game com uma história mais profunda ou puzzles, esqueça. Agora se você quer um game onde o que interessa é meter chumbo grosso na cabeça de zumbis e outras criaturas horrendas, Dead Nation cairá muito bem.

Apesar de eu ser suspeito para falar, pois gosto bastante da temática de zumbis ^^

Té +

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Super Street Fighter 4 Arcade Edition [DLC]




Quando a Capcom lançou Street Fighter 4, foi praticamente um fenômeno. Excelentes gráficos, jogabilidade idêntica aos games anteriores em 2D que fizeram a sua fama e modo on-line viciante. Tanto que seu eterno concorrente (Mortal Kombat) seguiu pelo mesmo caminho.

Tempo vai, tempo vem, a Capcom decide lançar a "nova versão" Super Street Fighter 4, com menus reformulados e novos personagens, alguns estreantes na série, outros resgatados de versões anteriores. E não foi lançado como upgrade, mas sim um jogo completamente novo.

Logo após o povo se "acostumar", la vem a Capcom novamente e lança "Super Street Fighter 4: Arcade Edition", com as opções de comprar o jogo completo ou apenas um upgrade para a versão "Super".

O upgrade sai por $14.99 na PSN ou 1200 Microsoft Points na Live. Mas a pergunta é: será que vale a pena? É o que vamos descobrir.

Agora são 39 lutadores: um número bem agradável.

De todas as novas funcionalidades, a mais expressiva de todas é a adição de 4 novos lutadores, somando um total de 39: Evil Ryu, Oni, Yun e Yang. Os dois primeiros são versões "mistas" de Ryu e Akuma. São bem apelões, com combos agressivos, golpes aprimorados e um belo visual. Os dois últimos são oriundos do quase despercebido SF3, e são basicamente lutadores no estilo "brawler" - pouca magia e muita pancadaria.

Neste ponto então você deve ter em mente que, dos novos personagens, dois são "versões apelativas" de lutadores já presentes no jogo, e os dois restantes são, digamos, desconhecidos por uma grande parte dos players. Claro que está ai uma boa oportunidade para conhecê-los, mas fica a critério de cada um.

Uma outra novidade é (novamente) o balanceamento entre o poder dos personagens. Alguns exemplos são a redução do dano do Cannon Drill Especial da Cammy, aumento do dano do Tiger Uppercut do Sagat, Ultra 1 do Seth pode ser parado com um projétil, Shoryuken com soco fraco do Ken com dano aumentado e tempo de recuperação maior, entre outros.

Evil Ryu vs. Oni

No quesito on-line, temos algumas novidades interessantes, e outras nem tanto.
O sistema de replay foi reestruturado, permitindo seguir players. Outra novidade é o Elite Channel, uma seção especial de replays dos melhores lutadores da rede. É interessante ver as lutas do pessoal "do topo".

Para quem não comprou o DLC, tem uma opção "free update kit", que serve para poder assistir os replays dos novos lutadores.

Um ponto importante é a possibilidade de se jogar on-line com quem não tem o upgrade. Este recurso foi bem pensado, pois não "obriga" você a comprar o upgrade caso não queria e pode continuar jogando on-line com quem já comprou.

Como nestes casos a tendência é sempre a última versão ter mais jogadores, ta ai um ponto que pode agradar quem não pensa em comprar. E quem tem medo desta versão "não vingar", pode comprar sem medo que não vai ficar longe da comunidade atual. Ponto para a Capcom.

A opção de jogar com quem não tem a Arcade Edition é selecionada ao entrar no modo on-line, e neste caso os novos lutadores não poderão ser selecionados.

Conhece este especial?

De qualquer forma, a versão ainda continua sendo um Super Street Fighter 4 com DLCs. Quando saiu o primeiro "variante" de Street Fighter 4, houve a inclusão de dois lutadores estreantes (Juri e Hakan), menus reformulados, inclusão de um novo ultra para cada personagem, entre outros. Desta vez não houve isso, e pelo menos pode ser baixado como DLC, apesar de que, na minha opinião, o preço é salgado.

Pontos Fortes:

Novos personagens que com certeza irão aparecer nas lutas on-line

Replays reformulados e Elite Channel, permitindo ver as lutas dos maiores apelões da história

Possibilidade de jogar on-line com quem não tem o upgrade




Pontos Fracos:

Não adiciona muita coisa para quem já tem a versão Super

Preço salgado



Se você é um player hardcore de SSF4 e joga on-line com frequência, este DLC pode ser uma boa pedida. Para jogadores casuais, pode ser perda de tempo e dinheiro.

Mas não chega a ser um "must have" para ninguém.

Té +